terça-feira, 13 de novembro de 2007

Partindo da compreensão de que meios de comunicação de massa influenciam consistentemente na vida de milhares de famílias, podemos analisar quanta violência essa mídia está produzindo e que resultados isso pode trazer a sociedade atual.

Com enfoque na educação temos que perceber mudanças que ocorreram na configuração e papel da família nas últimas três décadas, e como essas mudanças reduziram de forma significativa funções sócio-educativas pertencentes às famílias. Compreendemos então que esse papel foi substituído pelas crescentes tecnologias. Mais expressivamente pela TV.

É importante a partir dessa ponderação verificarmos que os mais vulneráveis são as crianças e podemos perceber resultados desastrosos na sociedade contemporânea como, por exemplo, o aumento da gravidez na adolescência, obesidade infantil, sedentarismo precoce, etc.

Para entender como essa influência ocorre levamos mão a analise categórica de alguns dos principais elementos da mídia, como funcionam e o que provocam.

É importante ressaltar que empresas bilionárias são idealizadoras das crescentes mídias violentas, e que, para maioria delas pouco importa a educação das crianças e sim o lucro que elas podem obter.

Precisamos a partir dessa lógica compreender os diversos significados partindo então do campo das ciências psicologicas, numa perspectiva voltada para o desenvolvimento humano.

O Dicionário de Psicologia traz duas definições para a violência, uma a fisica, que ocorre quando agressões fazem reinar a lei do mais forte oprimindo individuos ou grupos mais fracos.

Nos deteremos a analise da violência psiquica tal como é descrita pelo dicinário de psicologia:

“Na perspectiva economica ou quantitativa em psicanalise, S. Freud descreveu a violência intrapsiquica por excelência, aquela que a pulsão, pela força de seu impulso, exerce sobre o aparelho psiquico e, mais particularmente sobre o ego/eu do individuo. E isso seja qual for a natureza da pulsão. Violência não é necessariamente obra da agressividade fisica. Nas relações intersubjetivas, os psicologos descrevem duas grandes formas de violencia moral exercidas pelas pessoas dominantes para prolongar e reforçar sua superioridade: a ameaça de retirada do amor e da proteção (mecanismos frequentes na neurose), e o uso perverso do raciocinio, que submete a vitima a contradições lógicas, a comunicações paradoxais as quaislhe é proibido escapar e cuja culpa se volta contra ela. Demaneira mais geral a posse de um bem, de um saber, de uma habilidade pode ser sentida pelos que são desprovidos deles como uma violencia que é feita por parte do possuidor. Daí sua violência como reação.”

Entendemos então que a mídia com papel participativo na concepção da moral e do aprendizado representa significativamente essa influência que está diretamente relacionado aos crescentes indices de violência na sociedade contemporânea. Percebemos que esses dois tipos de violência estão interligados, quando a agressão moral a tiva reações de agrssão fisica, fatos constatados atraves da pesquisas de Catharina Bucht e Cecilia Von Feilitizen, onde são demonstrados reações de imitação, agressão e medo por pessoas que estão frequentemente expostas a televisão.

“Conteúdos da Midia levam frequentemente pessoas a principalmente dizer, fazer ou atuar algo que elas viram, esses impulsos em geral são de curta duração e num processo de desenvolvimento muitas vezes tendo uma função de escolha de modelo”(FEILITZEN,2001)

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